Diálogo dos desaventurados.

por: Maria Luiza e Pedro Cotrim

Por que somos reféns das relações humanas? Por que temos necessidade do homem, se ele é a única razão do nosso lamento? É pelo ser que se vive! Pelo ser que se procura! 
Para que consigamos satisfazer toda a incapacidade nossa, enquanto ser. Um ciclo vicioso em busca de alguns por quês. Por quês que quando respondidos  não estaremos mais preocupados com as respostas e, por isso, não teremos capacidade de reconhecê-las. Ou seja, condenados às interrogações, estaremos! E caímos pensando que não acontecerá outra vez. Mas sempre caímos, sempre são os mesmo erros mesquinhos! Pensamos que nunca irá se repetir, basta só acontecer novamente! E o tapa vem no mesmo lado do rosto, porém muito mais ardido. Por que somos seres solitários? Por que sempre precisamos de alguém do nosso lado? nem que seja só para ouvir... E quanto a essa nossa busca, que por mais que passamos a vida lutando por tentar ser algo, nos tornamos seres cada vez mais insatisfeitos e nada nunca supre!
E depois percebemos que tudo foi vão, não é?! Nós vivemos numa busca cega de alguém que "melhore" nossa vida! É ai que mora o perigo! Enfim quando se acaba todas essas perguntas, acaba-se também a vida. Porque não teríamos nada mais a absorver dela. Será que Freud chegou à plenitude e se esvaiu por todas as suas interrogações? Bem, ele mesmo se explica...

(Madrugadas férteis produzem literatura. Conversa entre os autores, às 5h48 de um 5 de fevereiro, via MSN).

3 comentários:

Maria Luiza disse...

Nossa primeira parceria eiim?
Que venha outras!
:)

pedro cotrim.. disse...

certamente virão!!!

Maria Luiza disse...

Ficou muitooooo... menlhor assim rs :)